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A pergunta é: Com o que você costuma sonhar?
“Às vezes, quando nos “encontramos”, sinto arrepios indescritíveis. Não consigo pensar que preciso respirar para viver. Meu coração simplesmente para. E quando coloco minha cabeça no travesseiro, vem a lembrança do momento. Meu Deus... meu corpo funciona no sentido anti-horário. Minha respiração é tão profunda que posso até gemer. As batidas do meu coração tão fortes que posso até sentir dor. E todo meu corpo... estremece. Impossível não imaginar que ele está entrando pela minha janela e tomando-me assim, totalmente nua...”
-Lois, o que está escrevendo aí?
Ela sacudiu a cadeira com a voz repentina de Clark em seu ouvido. Acho que ela deve ter sido mais rápida que o próprio Blur ao desligar o monitor.
-Hum... é um...artigo, seu enxerido! Por acaso fico mexendo nas suas coisas?
-Até parece que não é a senhora curiosa...
- Você não tem uma matéria para entregar até as 23h hoje?
- Minha nossa!!!! Tinha me esquecido completamente do caso dos ratos no shopping.
-Caso dos ratos??? Nossa, tenha dó Clark! Era essa a sua matéria tão importante que disse mais cedo que tinha que investigar? Só pode estar brincando.
-Ora, você sabe que isso é perigoso Lois! Ratos transmitem doenças...
-Sei, sei...-disse interrompendo, voltando os olhos para a tela do computador.
Vez ou outra, ela erguia os olhos na direção dele. Sabia que seu corpo e alma poderiam estar totalmente entregues a ele, mas seu dom de estragar tudo era maior. Então, seu dia, e algumas horas por dia, eram dedicados a pensar no outro.
Algum tempo depois, concluiu seja lá o que estivesse escrevendo. Desligou o computador e se despediu.
- Não vai ficar até mais tarde hoje? – Perguntou Clark, já sabendo a resposta.
- Não, não...hoje definitivamente preciso ir pra casa. A gente se vê amanhã.
Ela seguiu em direção as escadas. Subiu como sempre: movimentando o quadril graciosamente nas suas saias sempre justas, delineando o corpo delicadamente.
Clark não podia deixar de acompanhar com os olhos.
Ela deu tempo suficiente para dar andamento ao seu projeto que tinha em mente: descobrir o que Lois estava digitando.
-A senha do computador:
Pensou pouco, a resposta era muito óbvia.
- BLUR
Clark resolveu sentar-se. O que estava lendo exigia total concentração.
Não muito longe dali....
- Nossa, não acredito que esqueci essa louça na pia. Droga!
Ela largou a bolsa em algum canto da sala, enquanto se voltava para a pia da cozinha. Não era muita coisa a ser limpa, mas sentia-se cansada. Pois o avental cor de rosa e tratou de dar um jeito.
Minutos mais tarde, o avental foi pendurado.
A blusa desabotoada, os sapatos retirados...
Só de sutiã, saia e calcinha, na porta do box, Lois retirou todo o resto das roupas. A água do chuveiro, na ponta dos dedos, quente, mas não muito... o corpo se enfiou todo debaixo daquela água que acalmava e ao mesmo tempo excitava, porque sua mente não parava de girar em torno dele. A cabeça pendia para trás, deixando que a água batesse na testa e deslizasse rapidamente por toda a sua pele. Ao alcance das mãos estava o sabonete líquido. Derramou sem miséria na esponja. Muita espuma se fazia e um cheiro doce exalava pelo banheiro.
Até que chegou à sacada do apartamento. Uma capa preta balançava contra a luz da lua.
Por ela, ele sempre estaria ali.
Esfregou a esponja vagorasamente pelo pescoço tentando aliviar a tensão que estava ali. Lavou-se. Esfregou os pés, as coxas, os seios, de volta ao pescoço. Ela sentia muito aquele ponto ali. Quando falava com ele ao telefone, não acreditava naquela voz tão grave e profunda quase sussurrando ao seu ouvido, quase se contraía de desejo. Não podia acreditar no que seu corpo estava dizendo. Afinal, ele era um estranho! Quando ela se indagava com essa frase, vinha em seguida a pergunta: será que é estranho?
Após uns 20 minutos, terminou. Sem se secar, apenas lançou o hobby de seda na cor marfim sobre o corpo molhado e enxugou um pouco seus cabelos. Não queria mais nada.
No quarto, a luz da lua cheia invadia a cama. Imaginou-se acompanhada naquele momento. Sentiu certa tristeza por estar só.
Suspirou. Ele não estaria naquela cama com ela hoje como também nunca estará, pensou.
Mas deitava sua cabeça no travesseiro. Pegou-se dizendo seu nome, num sussurro quase inaudível pensando: “será que ele vem se eu chamar? Ah, pare de fantasiar Lois, afinal ele é o salvador do mundo. Deixe de ser egoísta.”
Mas lá fora, ela segurava um papel onde palavras de êxtase e prazer foram redigidas... leu para si tantas vezes que perdeu as contas. Tinha decorado.
Ela fechou os olhos na esperança de que se tocasse sua pele, poderá quase sentir que estava sendo tocada por ele.
Abriu o hobby quase todo. As mãos macias acariciavam os seios. Seus olhos sempre fechados. A respiração logo ficou ofegante, mais uma vez chamou seu nome: Blur.
Os lábios secos eram umedecidos sonhando com um beijo, com a língua invadindo sua boca, sua garganta, seu íntimo. Tocou-se, estava úmida demais para não se satisfazer.
Contra a luz da lua, uma sombra escura surgiu. Ela assustou-se, mas não se cobriu.
Reconheceu a silhueta na janela. “...Era ele. Era ele?
Ele não disse nada.
“ Apenas avançou sobre meu corpo, estava totalmente vestido, encaixou-se entre as minhas pernas, esfregando aquela virilidade toda em mim. Continuei de olhos fechados, sabia que mesmo se quisesse abri-los, não poderia. Mas uma coisa eu não consegui: abafar meus gemidos.
Agarrou-me os seios, lambendo meus bicos como um lobo provando o sangue que escorre da carne. Parecia devorá-los. Sorri muito satisfeita. Queria tocá-lo, mas não consegui. Logo me prendeu na cama com uma echarpe que estava sobre a cadeira próxima à cama. Vi depois. Prendeu-me forte. Sentia suas mãos correrem pela lateral do meu corpo até chegar ao meu quadril. Elas vieram vagarosamente deslizando sobre a vulva até encontrar-me. Senti que me invadiu com os dedos. Meus gemidos cada vez mais altos. Não pude acreditar. Sua boca beijava-me.
A língua voraz na minha garganta só me dizia que ele me desejava. Logo sua boca estava em outro lugar. Nunca senti nada igual. Com a ponta da sua língua tocou meu segredo. Morri por alguns segundos. Ele deslizava lentamente. Parecia esperar que eu gozasse infinitas vezes em seus lábios. Duas foram suficientes para me deixar em estado de transe absoluto. Meu corpo não parava de tremer. Já me sentia um pouco envergonhada, queria dizer alguma coisa, só pude mais uma vez repetir seu nome seguindo do pronome “eu”. Mas já era tarde para dizer qualquer coisa, ele já estava dentro de mim. Minhas pernas sobre seus ombros tão fortes... Meu corpo balançava, para frente para trás em movimentos lentos. Sua boca voltava para meus seios. Até que os uniu e lambuzou de saliva. Senti que seu membro estava entre eles. Ouvi ele gemer baixinho. Mordi meus lábios.
Assim ele ficou por mais alguns segundos e voltou para dentro de mim. Que delícia era senti-lo escorregar para dentro de mim. Os movimentos mais rápidos e frenéticos até que o gozo veio, quente e convidativo para mais daquele sexo misterioso. Mas a vida lá fora e seus deveres como herói não podem parar por mim. Ele me deu o que eu queria e precisava ir. Mas antes, me desatou, claro. Só pedi mais um beijo antes que Ele fosse embora.
Ele, o meu Clark.”
O relógio despertou. A rotina voltou. A noite deu lugar ao dia e, ao olhar-se com o hobby bem amarrado, Lois pensou: “É Lois, pode continuar sonhando. Aliás, é o que você faz melhor. Assim não se ilude com ninguém.”
Arrumou-se, organizou a bolsa e antes de sair, pegou o celular no criado mudo da cama.
Mas tinha alguma coisa diferente ali: a echarpe amarrada na cabeceira da cama.
domingo, 5 de setembro de 2010
Os 7 Contos Proibidos Clois V - Sweet Dreams
Postado por Janna Siqueira às 18:14
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2 comentários:
Deliciosamente extasiante!!
Obrigada Neu!!!!! Valeu mesmo por comentar, faço com carinho!" bj
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